Como Ping Pong e Ploc perderam seus nomes?

Quando marcas icônicas dormem, o mercado acorda: o caso Ping Pong e Ploc no Brasil

Romis Carmo: este caso expõe um ponto crítico que muitas marcas ignoram até ser tarde: marca não é apenas criação, é manutenção ativa.

A perda dos registros de Ping Pong e Ploc pela Mondelez International no Brasil não é um detalhe jurídico. É um alerta estratégico para qualquer empresa que constrói valor através da memória, do afeto e da presença sensorial.

O problema: quando o valor emocional não sustenta o valor legal

As marcas Ping Pong e Ploc carregam décadas de reconhecimento. Elas vivem no imaginário coletivo, mas isso não foi suficiente para garantir sua proteção no sistema formal.

Em abril de 2026, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial declarou a caducidade dos registros com base na Lei da Propriedade Industrial.

Motivo central: ausência de comprovação de uso contínuo por mais de cinco anos.

O que isso revela

  • Marca sem uso é marca vulnerável
  • Memória afetiva não substitui evidência jurídica
  • Portfólio descontinuado sem estratégia vira ativo exposto

Esse cenário foi impulsionado por um pedido da ASC Brands, que identificou a fragilidade e acionou o sistema.

Ping Pong e Ploc
Ping Pong e Ploc

Mapa sensorial do problema (Olhe, Ouça e Sinta)

Olhe

  • Identidades visuais fortes, cores vibrantes e formas reconhecíveis
  • Ausência no ponto de venda e no ambiente digital atual
  • Descontinuidade visual gera ruptura de presença

Ouça

  • Nomes sonoros, curtos e memoráveis
  • Alto recall fonético mesmo fora do mercado
  • Silêncio de comunicação recente enfraquece defesa

Sinta

  • Forte carga emocional e nostálgica
  • Sensação de infância e prazer
  • Desconexão atual entre marca e experiência real

Diagnóstico: a marca continuou viva na percepção, mas morreu na operação.

Ping Pong e Ploc
Ping Pong e Ploc

O que deveria ter sido feito

A caducidade não é inevitável. Ela é, na maioria dos casos, resultado de ausência de gestão.

1. Prova contínua de uso

  • Registro de vendas, campanhas e distribuição
  • Ativação mínima já sustenta proteção

Fonte oficial:
INPI Brasil
https://www.gov.br/inpi/pt-br

2. Licenciamento estratégico

  • Transferir uso para terceiros
  • Manter a marca ativa sem operação direta

3. Relançamento tático

  • Pequenas reativações com consistência documental
  • Edições limitadas, collabs ou canais digitais

4. Gestão ativa de portfólio

  • Monitoramento de prazos e riscos
  • Auditorias periódicas de uso
Ping Pong e Ploc
Ping Pong e Ploc

Como a Plimper protege marcas na prática

Aqui está o ponto mais estratégico, Romis Carmo.

A Plimper não atua apenas no desenho da marca. Atua na continuidade sensorial e jurídica da marca.

Aplicação da metodologia Olhe, Ouça e Sinta

Olhe

  • Criação de identidades que permitem evolução sem descaracterização
  • Sistemas visuais preparados para reaplicações futuras
  • Diretrizes que facilitam reativações rápidas

Ouça

  • Naming com força fonética e adaptabilidade
  • Construção de marca verbal com potencial de continuidade
  • Estratégia de presença em canais que mantêm a marca “falando”

Sinta

  • Construção de memória emocional consistente
  • Planejamento de experiências que podem ser reativadas
  • Marca pensada como ativo vivo, não campanha pontual

Mapa sensorial da solução Plimper

Olhe

  • Sistema visual replicável
  • Identidade preparada para longevidade
  • Presença contínua mesmo em baixa operação

Ouça

  • Nome e linguagem com uso recorrente
  • Comunicação planejada para manter atividade legal

Sinta

  • Marca ativa na memória e no mercado
  • Conexão emocional sustentada por experiências reais

A camada que evita perdas: estratégia + gestão

A Plimper atua como um elo entre branding e proteção.

O diferencial não é apenas criar marcas desejáveis, mas marcas defensáveis.

Isso inclui:

  • Planejamento de uso contínuo
  • Estrutura de ativação mínima
  • Orientação para registro e manutenção
  • Visão de marca como ativo jurídico e sensorial

Acessibilidade como proteção de marca

Marcas acessíveis são mais utilizadas, e uso contínuo fortalece proteção.

Aplicações práticas

  • Embalagens com contraste adequado para baixa visão
  • Tipografia legível em diferentes escalas
  • Elementos táteis em produtos físicos
  • Comunicação sonora clara para interfaces digitais

Fonte:
W3C – Web Accessibility Initiative
https://www.w3.org/WAI/

Conclusão prática: acessibilidade amplia uso, e uso protege a marca.

Conclusão

O caso da Mondelez mostra que marca sem presença é marca em risco.

Não importa o tamanho da empresa ou o valor histórico.
Se a marca não está ativa, ela está exposta.

A Plimper resolve exatamente esse ponto:

Transforma marcas em sistemas vivos, sensoriais e juridicamente sustentáveis.

Criar é o início. Manter é o que protege.

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Autor: Romis Carmo.
Publicação: Brunna Gambarini.

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